Arquivo | abril, 2013

Ela é o Consolador? – Parte 2

19 abr

"Vó" Rosa

“Vó” Rosa Vicente, aos 66 anos, quando se casou novamente com um pastor de 21 anos de idade, e passou a se chamar Rosa Alves

O texto é longo, mas vale a pena refletir.

Como todos os apostólicos sabem, Rosa Alves (a “vó” Rosa) morreu no dia 26 de outubro de 1970, aos 76 anos de idade, quando foi atropelada por um taxista. Foi a oportunidade que seu esperto sobrinho, o também taxista Aldo Bertoni, viu para ficar rico às custas da crendice do inocente e ingênuo povo apostólico, e de quebra ainda ajudou o casal de fundadores da Igreja Apostólica a conseguirem uma justificativa para as profecias alardeadas por Rosa e não cumpridas.

Analisando apenas a história da Igreja Apostólica, como fizemos no texto anterior, já podemos perceber que sob o enfoque do aspecto histórico, a “vó” Rosa NUNCA poderia ser o Espírito Consolador da promessa de Jesus Cristo.

Mas e a Palavra de Deus, o que diz? Lembrem-se que a Bíblia começou a ser rejeitada pela Igreja Apostólica ainda nos anos 60, justamente naquela década em que Rosa mais exerceu sua influência católico-espírita sobre o casal evangélico Eurico e Odete. De lá para cá, a Bíblia passou a ficar cada vez mais distante dos apostólicos: primeiro, foi substituída pelos livros escritos pelo Bispo Eurico Mattos Coutinho (“O Evangelho do Reino dos Céus”, “O Espírito Santo de Deus e o Consolador” e, posteriormente, “O Consolador Nos Tempos do Fim”). Ainda que os livros contivessem bastante conteúdo bíblico, havia muita interpretação errônea dos autores, muita falsa profecia, e muitas crenças originadas por Papas Romanos, como a idolatria à mãe de Jesus Cristo.

Mesmo que de forma muito distorcida, nessa época os apostólicos ainda possuíam algum contato com muitos textos bíblicos. Porém, isso também foi tirado dos apostólicos, quando a Missionária Odete caiu doente na cama, em 1999. A primeira providência tomada por Aldo Bertoni, quando ficou sozinho na direção da igreja, foi justamente mandar dar fim em todo o estoque de livros dos fundadores da igreja. Naquele momento, foi decretado o fim definitivo da Bíblia na Igreja Apostólica, pois os raros conteúdos bíblicos que hoje são escritos nos boletins, são distorcidos e nunca tem a fonte (onde se localizam nas Escrituras) citada, justamente afim de evitar que apostólicos interessados em saber mais sobre o assunto consultem diretamente a Bíblia. Eles sabem que quem faz isso, torna-se capaz de perceber o grande golpe aplicado no povo apostólico.

Fomos enganados, por pura falta de conhecimento. E Deus fala sobre isso em Oséias 4:6: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento”.

Mas por que Aldo Bertoni e seus cúmplices sempre se esforçaram para afastar os apostólicos do livro sagrado em que Deus nos mostra tudo o que sabemos sobre Ele?

Caros irmãos e amigos, a resposta é bem simples, e é o próprio Jesus quem nos diz por que não devemos desprezar os ensinamentos bíblicos:

“VOCÊS ERRAM, POR NÃO CONHECEREM AS ESCRITURAS…” (Marcos 12:24)

Quando não temos o conhecimento da Palavra de Deus, tornamo-nos presas fáceis do diabo e de seus servos, que não existem para outra coisa senão explorar o povo de Deus e fazê-los se decepcionarem com a religião.

O Apóstolo Pedro, discípulo de Jesus, também ensinou:

“No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda.”

(2 Pedro 2:1-3 – NVI)

O mais surpreendente é que nos autointitulávamos “apostólicos”, como ainda fazem muitos enganados pelo Aldo Bertoni, mas não sabíamos nada sobre os ensinos dos apóstolos. Vejam que Pedro parece estar falando diretamente para os apostólicos, pois foi exatamente assim que se deu com a Igreja Apostólica. Você já analisou o versículo transcrito anteriormente com minúcia?

“…estes (os falsos profetas) introduzirão secretamente heresias destruidoras…”. Não foi assim que aconteceu com a Igreja Apostólica? Primeiro, passamos a utilizar um livro no lugar da Bíblia. Passamos a fazer coisas condenadas por Jesus, como a idolatria a homens e mulheres. Aos poucos a Palavra de Deus foi sendo tirada do meio do povo apostólico. Sutilmente, para ninguém perceber, Aldo Bertoni e sua tia Rosa introduziram as heresias naquela que pretendia ser a “santa igreja”.

“… chegando a negar o Senhor que os resgatou…”. Não é isso que ainda acontece na Igreja Apostólica? Basta você prestar atenção em qualquer oração feita por pastor apostólico, até mesmo através do rádio, no programa “A Hora Milagrosa”, para quem é feita a oração, de forma mais enfática? Para a tia do Aldo Bertoni, a Rosa, e não para o Senhor que resgatou a todos os apostólicos e a todos os humanos que o aceitam: Jesus Cristo.

“… Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade…”. Não é isso que está acontecendo na Igreja Apostólica, não estão difamando o nome de Jesus com todo esse escândalo provocado por um homem que se diz “representante de Deus”, e que tentou tomar o lugar do próprio Jesus Cristo na adoração, no louvor, na oração e no coração dos apostólicos?

“…em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram…”. E não é isso que também está acontecendo? Aldo Bertoni não ficou milionário às custas das nossas ofertas? Não goza uma vida de rei, regada a muito luxo, mesmo sendo um ex-taxista que não trabalha há 40 anos? Percebem como as palavras do Apóstolo escritas há 2 mil anos se aplicam com exatidão na história da Igreja Apostólica?

“…há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda”. Isso, caros irmãos, é o que ainda está por vir sobre o falso profeta e seus cúmplices. É aguardar para ver.

Mas o que as Escrituras, tão desprezada pelos apostólicos, falam sobre o Consolador?

Vejam que Jesus fez cinco citações sobre o Consolador, todas elas descritas no Evangelho de João.

1. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”. (João 14:16)

2. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. (João 14:26)

3. “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”. (João 15:26)

4. “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. (João 16:7)

5. “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar”. (João 16:13)

Caros irmãos e amigos, vejam que Jesus, em mais de uma ocasião, deixou claro que o Consolador não seria uma pessoa, e sim o Espírito Santo, que em seu batismo apareceu na representação de uma pomba branca que desce sobre a cabeça de Cristo. Jesus diz que o Espírito Santo, o verdadeiro Consolador, nos ensinaria todas as coisas, e nos faria lembrar-nos de tudo que Jesus ensinou. Disse, ainda, que o Consolador falaria dele, Jesus, e não de si próprio. Jesus também afirma que assim que Ele fosse, enviaria o Consolador, e que Este convenceria o mundo do pecado, da justiça, do juízo.

Uma pergunta que temos de fazer àqueles apostólicos que ainda estão cegos pelo fanatismo religioso e pelo orgulho, que ainda defendem alguém tão sujo e mentiroso quanto Aldo Bertoni: a “vó” Rosa cumpre alguma dessas funções que Jesus ensina serem papel do Espírito Santo, o Consolador?

Rosa foi uma ser humana normal. Comia, bebia, fazia sexo, como qualquer outro. Somente aos 60 anos de idade é que descobre ser “predestinada” a ser a terceira pessoa da Santíssima Trindade? E se tinha tal função, tão nobre e importante, porque estava tão preocupada com seus bens materiais aqui na Terra, a ponto de se casar com um rapaz bem mais jovem só para não deixar herança para seus familiares?

– Jesus disse que o Consolador habitaria em nós, atributo do Espírito Santo, como pode o “fantasma” de uma ser humana morta habitar nosso corpo juntamente com o nosso próprio espírito? Isso é heresia das mais condenáveis pela Bíblia!

– Rosa ensinou algo para alguém, além de difundir autoritarismo, fofoca, injustiça e a punição a quem não seguia sua moda? Você, apostólico, saberia nos dizer alguma coisa de bom para a humanidade, que Rosa tenha ensinado? Conte-nos, e publicaremos neste Blog!

– Jesus disse que o Consolador relembraria TUDO o que ELE disse, mas o que se vê nas reuniões apostólicas? As pregações não são sobre Jesus, e sim sobre Rosa e seu sobrinho Aldo, que graças a Deus descobrimos sua podridão ainda em vida. Você, apostólico, concorda que essa realidade contradiz com a explicação de Jesus sobre o Consolador, quando afirma que “ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que falei”?

– Jesus disse que o Consolador convenceria O MUNDO do pecado, da justiça e do juízo, mas a quem Rosa Alves tem convencido, além dos fanáticos que desconhecem completamente a vida particular do seu espertalhão sobrinho Aldo Bertoni?

A verdade, caros irmãos e amigos, e que só tem experiência com o verdadeiro Consolador, o Espírito Santo, aqueles que verdadeiramente se convertem. Se de coração confessar que Jesus Cristo é o seu Único e Suficiente Salvador, reconhecer que você não passa de um miserável pecador e que por isso precisa da graça Dele, você receberá o Consolador em você. É uma experiência inexplicável, que não pode ser descrita com palavras.

Quando isso ocorre, e você se torna habitação do Consolador, o Espírito Santo, que passa a morar em você, conforme palavras de Jesus, não precisa nenhuma autoridade religiosa vir lhe dizer o que você deve fazer ou não. Receber o Consolador não significa que você deixará de pecar, mas sim que você terá consciência dos seus pecados, e conseguirá enxergar a necessidade de perdão do Senhor, e procurará reparar as consequências do seu pecado. O Espírito Santo incomoda, caros irmãos, quando o temos em nós e tentamos cometer algum pecado. É esse Consolador quem também nos orienta no conhecimento sobre Deus, pois todas as vezes que você abrir a palavra de Deus para estudá-la, Ele lhe dará claro entendimento, onde não haverá qualquer dúvida em seu coração.

A propósito: na versão “apostólica”, Jesus abandonou a humanidade por quase 2 mil anos, pois só teria “enviado” a Rosa em 1954, mas não é isso que nos diz a Bíblia: leia o livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2, e você descobrirá que o Consolador foi derramado sobre os fiéis em Jesus Cristo apenas 10 dias após sua ascensão para o Céu.

Sobre o assunto, poderíamos escrever centenas de páginas a respeito, mas não é esse o propósito deste Blog. Entendemos como nossa função apenas lhe fornecer os parâmetros para que você mesmo descubra como foi enganado por uma seita diabólica travestida de “santa igreja”.

No próximo post concluiremos esta breve análise sobre o Consolador da promessa de Jesus Cristo.

Fiquemos todos com Deus.

Ela é o Consolador? – Parte 1

7 abr

Rosa Alves

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16 – ACF)

 

Conhecemos muitos irmãos apostólicos que enfrentam uma situação bastante contraditória: dizem também terem descoberto o quão sujo e mentiroso é o falso profeta Aldo Bertoni, mas continuam a acreditar na “santa vó Rosa”.  A argumentação utilizada para defender tal tese é extensa, desde o tradicional “recebi bênçãos dela” até o histórico “eu a conheci pessoalmente e ela era realmente santa”.

Nós mesmos, no primeiro momento em que tivemos a consciência de que vivíamos uma grande mentira na Igreja Apostólica, fomos levados a pensar de forma semelhante: “Aldo traiu a santa vó Rosa”. Entretanto, caros irmãos, passada a emoção das novas descobertas, é que a razão começa a nos incomodar. É como se a escuridão provocada em nossas mentes pelas décadas de fanatismo religioso, lentamente começasse a se dissipar, e fosse substituída pela luz que nos permite enxergar a verdade. Começamos a perceber sinais tão óbvios de que a senhora Rosa Alves nunca poderia ser o consolador da promessa de Jesus que até nos envergonhamos por um dia ter acreditado em tamanha blasfêmia.

Sim, blasfêmia, pois afirmar que o Espírito Santo foi uma pessoa humana, falha, cheia de defeitos, e que já morreu, é verdadeira blasfêmia. E pecar contra o Espírito Santo, é o único pecado imperdoável (Mateus 12:31).

Na primeira parte deste texto faremos uma análise histórica de como a senhora Rosa Vicente tornou-se o “consolador da promessa de Jesus Cristo” dentro da falsa doutrina da Igreja Apostólica. Na segunda parte, faremos uma análise teológica da história inventada por Aldo Bertoni. E na terceira, você conhecerá o que restou do pretenso “consolador” da falsa doutrina apostólica.

Para aqueles que nos lêem mas nunca foram apostólicos, é necessário fazer algumas contextualizações. Na formação oficial da Igreja Apostólica, em 1954, a então senhora Rosa Vicente (tinha esse nome porque ainda não havia se casado novamente), que então tinha 60 anos de idade, foi nomeada diaconisa e chefe da disciplina. Ao perceber que estava lidando com um aglomerado de ignorantes, a maioria pessoas de baixa ou nenhuma escolaridade e sem qualquer conhecimento bíblico, viu que aquele era um cenário perfeito para obter poder e dinheiro. Após ser empossada em tais cargos, passou a dizer que sonhava com Jesus Cristo e que este lhe dava ordens para serem executadas na igreja.

Com essa argumentação, que convenceu e impressionou o casal de fundadores da Igreja Apostólica, Eurico Mattos Coutinho e Odete Correa Coutinho, Rosa Vicente passou a exercer poder absoluto, pois qualquer um que tentasse lhe contestar, ela já gritava que a pessoa estava questionando uma ordem do próprio Jesus e expulsava a pessoa da igreja.

Por volta do ano de 1960, sob a argumentação de que sua família estava de olho em seus bens, Rosa Vicente resolve se casar, em uma grande história até hoje muito mal explicada, com um jovem obreiro da Igreja Apostólica de apenas 21 anos de idade, chamado Renato Alves. Desde então, Rosa Vicente passou a assinar Rosa Alves, e foi com esse nome que morreu em 1970.

Assim como seu sobrinho Aldo Bertoni, Rosa era considerada uma profetisa entre o povo, pois dizia manter contato direto com Jesus Cristo através de sonhos. Em uma de suas mais famosas “profecias”, afirmava que viveria até o fim do mundo, quando seria arrebatada juntamente com toda a Igreja Apostólica. Morreu em 1970, após ser atropelada por um taxista na cidade de Suzano – SP, e até hoje a Igreja Apostólica não foi arrebatada. Rosa se dizia a representante direta de Jesus Cristo, mas não teve proteção nem para atravessar uma rua em segurança.

Seu velório durou quase uma semana, pois os apostólicos acreditavam que ela iria ressuscitar para cumprir sua profecia, mas os dias iam se passando, e nada da profecia  acontecer. E agora? Ela era uma falsa profetisa? Mentiu quando dizia que viveria até o fim do mundo e seria arrebatada com a igreja? Esse era um dilema vivido, naquele momento, pelos outros dois membros da direção da igreja. Muitos apostólicos da época passaram a abandonar a igreja, pois conheciam o ensinamento bíblico abaixo, e reconheceram que estavam sendo enganados.

“Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.“

(Deuteronômio 18:20-22 – ACF)

Foi quando seu esperto sobrinho, Aldo Bertoni, na época um taxista de pouco mais de 40 anos de idade que vivia arrumando encrenca na rua por causa de mulheres, teve essa idéia: dizer que havia recebido o espírito da falecida tia e ela o tinha designado como seu herdeiro. Caiu como uma luva para o dois da direção: não passariam como mentirosos, e ainda manteriam seu poder e seu domínio sobre a igreja. Então surgiu a nova versão para enganar a maioria de ignorantes da igreja: Rosa não havia morrido, havia sido arrebatada sozinha, a pedido dela própria, e continuaria a falar com a igreja pela boca do seu esperto sobrinho.

Deu no que deu. Hoje, sabemos o resultado daqueles eventos ocorridos entre as décadas de 50 e 70, um verdadeiro escândalo que manchará para sempre o nome da Igreja Apostólica, e o manterá em vergonha e em derrota.

O taxista virou milionário. Sua vida particular é uma verdadeira podridão: mulheres fora do casamento, filho fora do casamento, mentiras contadas aos montes para criar sua falsa “santidade”, ameaças de morte a pessoas que descobrem suas falcatruas, suspeitas de assassinatos, abuso sexual de fiéis, enriquecimento ilícito, enfim, são extensas as “obras” do verdadeiro Aldo Bertoni.

Neste ponto, temos que analisar alguns aspectos deste contexto histórico, sob a ótica de quem conheceu Rosa Alves em vida:

1. Quando você ouvir algum pastor apostólico dizer que “quem vê o irmão Aldo, vê a santa vó Rosa”, saiba que é verdade. Assim como seu sobrinho Aldo Bertoni, Rosa nunca pregou nada para o povo, nem ao vivo e nem no rádio, e durante as reuniões da igreja, quando não ficava escondida atrás do púlpito, ficava andando no meio do povo fazendo ameaças de expulsão, caso alguém estivesse conversando ou se apresentasse fora da “disciplina”. Portanto, conhecíamos a “vó” Rosa assim como conhecíamos Aldo Bertoni: apenas as histórias contadas por fanáticos, e nada sobre a vida particular deles.

2. Se você ouvir dizer que Rosa era bondosa, saiba que é mentira. Quantas vezes não presenciamos Rosa humilhar irmãs que estavam com a saia pouco acima do meio da barriga da perna? Quem não se lembra de sua famosa fita métrica, para medir a saia das irmãs? Quem, daquela época, não se lembra de ver irmãos terem que ir embora da igreja por estarem com a costeleta um pouco mais comprida do que determinava a “santa doutrina” imposta por ela mesma, a profetisa Rosa? Você chamaria isso de bondade, lançar uma pessoa fora da “salvação” por uma costeleta alguns centímetros mais comprida ou uma saia alguns centímetros mais curta? Será que é isso que Deus olha, a sua roupa e o seu corte de cabelo?

3. Há quatro anos temos feito extensa pesquisa no sentido de resgatar o histórico da Igreja Apostólica, algo que Aldo Bertoni sempre fez enorme esforço para apagar. Em nossa pesquisa, por exemplo, descobrimos que antes de se tornar diaconisa na Igreja Apostólica, Rosa Vicente era tão pobre que aos 60 anos de idade tinha de fazer bordados no bairro do Tatuapé para sobreviver. Depois que passou a fazer parte da direção da Igreja Apostólica, subitamente melhorou seu padrão de vida. Inclusive, adquiriu uma série de imóveis (um conjunto de sobrados) na Rua Jacirendi, ali mesmo no bairro do Tatuapé, além de outros bens, o que despertou a cobiça de sua família. Esse foi o motivo oficial que a levou, uma senhora de 66 anos, a se casar com um rapaz de 21 anos de idade. Aqui fazemos dois questionamentos: primeiro, de onde veio a riqueza material que Rosa passou a ostentar após assumir cargo na direção da Igreja Apostólica? Segundo, por que ela estava tão preocupada com bens materiais, se sua missão era supostamente divina? E se era tão bondosa como dizem, por que não queria deixar herança, de jeito nenhum, para seus próprios familiares?

Fanáticos e ignorantes como éramos, caros irmãos e amigos, nunca tivemos a oportunidade de questionar nada disso. Aliás, éramos instruídos a pensar que poderíamos arder no fogo do inferno pela eternidade caso alguma dúvida passasse por nossas mentes. Coisas do fanatismo religioso.

No próximo post, a parte 2 deste texto, passaremos a fazer uma análise de cunho teológico do “consolador” da doutrina apostólica.

Fiquemos todos com Deus.